Ouvi falar de um filme de um casal que não podia ter filhos e por isso, contrataram uma "barriga de aluguer". Eles diziam que queriam muito ter um filho e que isso era muito importante para eles. A "Mãe de aluguer" já tinha três filhos seus e apenas aceitara o "trabalho" por precisar de dinheiro. Às tantas, num exame mais minucioso, o médico constata que a criança é portadora de uma determinada síndrome, embora aparentemente não apresente nenhuma mal formação dela decorrente. Imediatamente o casal declina da criança (????) dizem que não querem pois estavam à espera de uma criança perfeita e que por isso não ficariam com ela.
A "mãe de aluguer" já tinha sua família e até por uma questão ética não havia desenvolvido nenhum vínculo afetivo com aquela gravidez.
A criança nasce e é examinada (virada do avesso) e nada de anormal nem mesmo uma mínima alteração é encontrada. O médico, perguntando à "Mãe-barriga de aluguer" se queria avisar aos pais que seu filho nascera normal, ela respondeu que não pois se quem quer um filho para amar, quer um filho e ponto. Não interessa se ele é assim ou assado. É seu filho e o amará incondicionalmente. Em outras palavras quando se quer um filho, quer-se um filho e não um filho "perfeito" ou loiro ou inteligente ou isso ou aquilo. O médico achou que ela tomou a decisão acertada e completou: digamos que os pais, sabendo que a criança não apresenta alterações, queiram ficar com ela, e por exemplo aos três anos de idade ( Deus o livre) , a criança sofre um acidente e torna-se especial, o que eles farão ? O amor transcende o quem, ou seja, nós amamos o nosso filho seja ele quem, ou como, ou o que for. É nosso filho...E isso é divino...
Apeteceu-me partilhar esta história que ouvi. Na verdade, eu também não estava preparada para ter um filho que não fosse 100 % perfeito. Mas hoje sei que estava muito errada. A vida é muito mais rica com a diferença. Aprendi, da maneira mais radical...mas aprendi !













Noutro dia, em conversa de café com uma ex-colega de escola, que com o seu lindo 2º filho está também a passar tempos de incerteza, de medo e de coragem, falávamos do que desejávamos para os nossos filhos... 










Tantas são as ocasiões e as coisas que encaramos como banais e certas no nosso previsível dia-a-dia...mas, hoje, na festa da escolinha, fiz como se fosse uma criança de 2 aninhos a tentar desvendar as tradições, as cantigas...os gorros, o Pai Natal, as prendas...a Festa. E sem nada saber, adorei. E foi assim mesmo que esteve o JP. A sorrir, a bater muitas palminhas...a vibrar com tudo. Se olharmos para a vida com esta perspectiva....nunca nos deixaremos de espantar e encantar.