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quarta-feira, setembro 29, 2010

Um testemunho

Fui convidada a dar o meu testemunho de mãe sobre utilização do caderno de comunicação numa conferência- Comunicar 2010- ver aqui.
Vai valer a pena ir...até porque eu vou, claro !!!
Tentarei estar à altura. Não tenho dúvidas que o caderninho de comunicação deu um rumo superpositivo à nossa vida. Por isso, apenas contarei a nossa história e mostraremos alguns vídeos, muito giros, que temos com o JP a usar o caderno em diferentes contextos…

terça-feira, abril 20, 2010

Mais um livro com linguagem aumentativa

O piolho zarolho e o arco-íris da amizade", um livro infantil de Lurdes Breda, publicado com o apoio do Instituto Nacional para a Reabilitação. Uma história sobre amizade, e um livro inclusivo: inclui linguagem alternativa e aumentativa.

Pode comprá-lo on line.

Vamos tratar disso !!!

quinta-feira, abril 01, 2010

Talentos escondidos

Ainda nem 6 meses tinha e o JP já adorava livros, desfolhá-los, observar as imagens, "conversar" sobre elas....e aqueles momentos de tranquilidade vinham antes da vinda para a cama. Cada vez se torna mais difícil de fazê-lo parar de brincar para ouvir uma história, então passámos a ler na cama, mesmo antes de dormir. A mamã é quem sempre se encarregou desta tarefa, pois já estava habituada a fazê-lo para os sobrinhos. O papá-grilinho elogiava o meu jeito e encenação contantemente....O JP também gostava.
Agora que a mamã está afónica até ser operada, o JP continua a pedir a(s) história(s) na hora de dormir. Foi aí que descobrimos o "papá-talentoso e palhaço" que conta história com todos os requintes e arranca o dobro das gargalhadas do JP. Há dias que me sinto melhor da voz e digo ao JP: " Hoje a mamã consegue contar"....ao que eu levo com uma valente nega e recusa !!! Só já quer o pai...
Quem vai ao mar...perde o lugar !

quinta-feira, fevereiro 11, 2010

As motivações do JP

São os amigos e a professora. Se faz "ronha" numa terapia, ameaço de ir contar à professora e auxiliar e toca a fazer, cheio de respeitinho (porque não me tem a mim ????)
Se quero que repita algo, digo-lhe: " faz novamente para eu ir contar à xxx (um qualquer colega) como fizeste isto bem." E ele repete.
É isto que eu chamo "pressão do grupo". Que tem sido altamente estimulante para o JP.
Se gosta de um menino, toma a iniciativa e estende-lhe a mão e normalmente correspondem tão bem, afagando-o de volta e mimando-o, embora que sejam da mesma idade.
Fico feliz, pois sinto ligações afetivas a pessoas diferentes da família. Conquista os seus amigos e no fim do dia nunca quer vir para casa (mas de manhã não quer ir para a escola). Descobri nos 2 primeiros parágrafos do site do seu atual colégio aquilo que tantas vezes pensei vezes sem conta. As relações são determinantes na nossa felicidade, evolução e até motivações.
Na recuperação de um menino, com paralisia cerebral, considero a parte psicológica (integração num grupo) e a brincadeira com prazer, mais importante do que horas e horas de terapias. As terapias intensivas devem ter uma duração limitada no tempo. No dia a dia devem ter brincadeiras altamente estimulantes, físicas e também leitura de histórias criteriosamente escolhidas para transmitir valores corretos e até incentivadoras.
Em casa ele faz standing sempre a "conduzir" ou a desenhar de modo que se esqueça que está em pé…
E sempre fez parte da estimulação ouvir muitas músicas infantis ou tranquilizantes (para adormecer) e ainda as nossas conversas mãe-filho através do caderno de comunicação ou de outra maneira qualquer, para nos sentirmos em sintonia e chegarmos ao coração um do outro.
No fundo, uma educação cheia de afetos, muito semelhante à de qualquer outra criança normal, apenas integrando as atividades "obrigatórias" para o seu desenvolvimento físico, de forma tão lúdica quanto possível.