sábado, junho 07, 2014

O Filtro

Acho que, apesar de não escrever com tanta frequência, o compromisso que assumi, comigo mesma de  compartilhar a nossa experiência, o nosso dia a dia, com uma criança diferente,  "força-me" a vir aqui,  de vez em quando, refletir.  
Em tempos, este blogue , era principalmente para dar esperança, dar motivação, dividir informação. Agora nem sei. 
Agora acho que apenas serve para partilhar as inúmeras dificuldades, mas também as alegrias que temos. E, no fundo,  contar uma história, que é a da nossa família. 
Que nem sei como, se mantém, junta unida e forte.
Amamo-nos uns aos outros e esse amor alimenta a nossa felicidade, no meio de tantas contrariedades.

Viver com o JP, faz com que tenhamos à nossa volta um gigante filtro....as pessoas das "penas e lamentações", das que não querem conviver, nem dar confiança a um ser menos perfeito ficam longe de nós.

E as melhores. As boas pessoas, passam e fazem mesmo por passar por esse "filtro" e  aproximam-se.

Algumas estão no meio. Estavam do lado de fora do filtro e ao conviver com ele, querem vir para dentro. O engraçado é que algumas tratam-no com imenso carinho e a mim mal me falam ou nem me reconhecem.

Assim, ele e até nós, rodeamo-nos de pessoas bonitas, lindas, generosas e BOAS.
Tive a sorte de ter, como vizinhas, duas pessoas assim e as suas auxiliares na escola  e do ATL também.  De ele ter uma madrinha 5 estrelas e a melhor avó do mundo (apesar de o estragar demasiado com mimos)

Tenho de agradecer a todas as pessoas que percebem que não tenho uma vida fácil e que, sempre que é preciso,  oferecem-se para ir buscá-lo e levá-lo à escola e até ficar um bocadinho com ele. 

Ele faz-me aproximar das melhores pessoas que existem por aí....giro, não é ?



quarta-feira, maio 28, 2014

Aprender com a sabedoria dos mais velhos

Nas tribos, as pessoas muito idosas eram muito valorizadas pela sua sabedoria. 
E eu acho que é mesmo de continuar a valorizar.

Na minha atividade profissional contacto com centenas de pessoas. De todas as idades e com todo o tipo de experiências.
E algumas, das que conheço têm também filhos especiais. E da conversa trago sempre qualquer ensinamento.
Um dos melhores que trouxe, foi na semana passada. O nosso crescimento interior nunca para e em fases diferentes da vida, vemos as coisas de outras perspetivas.

Uma mãe de 3 filhos. 
Dois deles bem sucedidos na vida (que lhe deixam a cabeça tranquila sobre o futuro do outro) e um terceiro com um síndrome que o tornou dependente dos seus pais, para toda a vida.

E a senhora confessou-me que se preocupava muito, quando era nova, com a deficiência do filho, com o futuro, etc. Mas atingida uma determinada idade ( perto dos 60), sente-se tranquila e com a sabedoria interior de dizer apenas que ter a companhia dele, ainda é uma benção. O seu "ninho" nunca ficou vazio.
Nunca antes pensou sentir o que sente agora.

Sabe-lhe bem, adaptou-se e nunca estão sós. Dito com sinceridade.

Senti paz ao ouvir isto.


A mãe dos 2 meninos

Ser mãe é gratificante, é belo e, sem dúvida, uma das melhores coisas da vida.
Ser mãe especial é tudo mais intenso. É como ter um bebé mais tempo (ou para sempre).

Ser mãe de um "normal" é muito mais descontraído. 
Mas se não fosse a mãe do JP não seria quem sou. 
Daria tudo para o JP poder ter as mesmas oportunidades dos outros e não ter limitações e, ao mesmo tempo, também admiro o menino que ele é e orgulho-me da nossa história e vida.

Mas é cansativo. Ser mãe de dois é muito cansativo. 
Precisar de 2 horas para despachar os dois e sair de casa é uma prova de resistência física e psicológica. 

Lidar com os contratempos das nossas rotinas, falhas do transporte, impossibilidade de ir à colónia de férias, etc, etc....Por vezes não é simples ser paciente e tranquila.
Ser mãe de dois, tendo imensas limitações,  não é nada fácil. É, terrivelmente, exigente e chega uma altura que só se pensa em pô-los, rapidamente, na cama e descansar também.
Mesmo assim, recomendo.

Às vezes, precisava só de tirar umas férias do modo "mãe". 
Precisava voltar a ser só "eu" por alguns dias.
Voltar a ter 30 anos e desfrutar a vida de uma forma muito descontraída.  Decidir, de repente, ir passear e não pensar em levar a cadeira e na complicadíssima logística  de que precisamos.
Mas também aposto que não sou a única que tem esta necessidade...com ou sem criança especial.

Por  vezes não temos noção do quão felizes somos, em cada momento das nossas vidas, e acho que agora é exatamente isso que se passa.
O Pai grilinho farta-se de dizer que este são os melhores tempos dos nossos filhos. E são mesmo ! São de ouro.

sábado, maio 17, 2014

A nossa Maria

Quem viu a curta metragem "Cuerdas" sabe a quem eu me refiro sobre a Maria...

Esta é uma das nossas Marias...


Filmado num Domingo de manhã, há 15 dias, depois de ter dormido na nossa casa. 
Quer-me parecer que este ano teremos 3 filhotes nas férias :)

O JP adora-a e nós também !

Vivam todas as Marias deste mundo.


Nova Fase Rafa

Devia mais registar mais no blogue as suas etapas. 
Felizmente sempre que posso filmo as suas gracinhas. 

É um miúdo super feliz. As gargalhadas são iguais às do JP.
Muito mais tímido que o mano e tem uns ciúmes terríveis dele.
Exige que lhe peguemos ao colo em alturas que é impossível. Só para ver a nossa cara aflita.
Mas é muito  cómico, querido e ternurento. Está naquela fase que adora berrar e falar tudo (mesmo que seja ucraniano)
É muito trapalhão a falar e inventa nomes para os objectos que não consegue pronunciar. Mas nada fica por dizer.  E diz sempre "óbiá" (obrigado) quando lhe dão alguma coisa ou lhe fazem um favor.




Exemplo do Rafaelês: 

mau-mau: Mickey Mouse
du-du: elevador
Bago: rabo
ne-né: dinheiro
paco: parque
vivo: livro

Faz frases de 4 e 5 palavras e já reconhece cores, adora desenhar, pintar e passear na rua. 
É incrivelmente alto para a idade. 

Infelizmente também estamos numa nova fase: os "terrible two" e chora muito mais do que alguma vez pensei que seria possível ele chorar. Sempre foi um bebé tranquilo e não é fácil habituar-me a tanta birrinha. 
É estragado com mimos por todos, avós, pais e mano. E ele adora.

De qualquer forma, no meio disso tudo, todos os dias nos deliciamos com coisas novas.
É um sol enorme na nossa vida.



Nova fase JP

Já tem 9 aninhos e neste momento está a entrar na pré-adolescência.


Se antes passar uma noite na casa da avó fazia as suas delícias, agora são as amigas e as combinações para virem dormir cá a casa ou conversarem em grupo no skype.
As conversas (escritas) são delícias a que assistimos. 
É realmente muito sociável este miúdo. 
Com tanta limitação consegue ter tantos amigos, ou na verdade, mais amigas que amigos...
Ama o mano e não tem um pingo de "ciúmes" dele.


Usa um vocabulário (na minha opinião) muito elaborado para a idade.
Pergunta coisas do tipo "quando tens disponibilidade ?"

Já consegue ter iniciativa de fazer os TPC sozinho. 
Preocupa-se com as datas dos testes. Tem conseguido acompanhar a turma com o mesmo currículo e esperemos que assim continue.
Anda com a mania que quer ter um blogue.

Na fisioterapia dá o máximo.
Sinto-o cada dia mais responsável mas tem alturas que ainda faz birras despropositadas para a sua idade. 

Anda maluco com a moda das pulseiras. 

Temos um menino que está a ficar mesmo crescido. 
Tem sido um verdadeiro desafio educá-lo. Mimei demasiado e outros erros comuns. 
Mas ele é um menino muito doce e tipicamente responsável como costumam ser os manos mais velhos.

Muito orgulho nele....mesmo.

sábado, março 22, 2014

Do que tenho medo é do amanhã...

É de quando o JP crescer. 

Hoje vejo uma criança feliz. Ainda gosta de ir ao parque com o irmão e pede para andar no baloiço e no escorrega. 

Prefere novelas mas ainda vê o Noddy e o Ruca com o mano. 


Ri-se de todas as macacadas e gritos do pequenino. É  também uma criança ainda.
Com o seu sorriso mágico, desarma os mais curiosos que passam por ele na rua e o observam carrancudos.

Adora ir para a escola e, quando tem alguma dificuldade, tem imenso prazer em estudar com a mãe, para a contornarmos. Pede para ler, para fazer contas...um tesouro cheio de garra apesar de ter a ideia de  que na escola nem sempre o mostra.

E apesar de todas as contrariedades temos conseguido fazer uma escolaridade inclusiva. 
Ele é diferente, mas ele e nós fazemos uma vida muito "normal". Somos felizes.

Só receio pensar como será daqui por 5 anos. Sempre tive receio disso. 
Tenho vivido o dia a dia. 
Eu que sempre planeei e gosto de planear tudo. Foi uma defesa que  aprendi e arranjei  para não sofrer. Não tenho a certeza se esse é o modo mais sábio de se viver…

Depois olho para trás, e sei que, há 5 anos, não queria sequer pensar como seria quando ele tivesse 9 anos. E relaxo. Havemos de nos adaptar aos novos desafios.
Vai ter de ser e vai correr muito bem.

domingo, março 09, 2014

Mesmo em baixo...


Quero trabalhar e produzir mas para isso tenho de estar no topo da pirâmide. 
Com os 2 miúdos doentes, quase há 1 mês, (e eu agora também menos bem), passei cá para baixo...estou no verde :(
Que passe depressa que tenho de ir lá para cima !!! Urgente…

quinta-feira, março 06, 2014

Os pais de meninos especiais que vou conhecendo e que me perguntam

Como vai ser tudo....

Como saber o que dizer ? Cada caso é um caso. 
Mas como entendo a ansiedade.
Eu nunca fui uma mãe serena e tranquila, muito menos nos primeiros meses. A minha ansiedade não ajudou nada nos primeiros tempos.
Por outro lado, acreditei sempre que o amor curava tudo e por vezes deitava tudo para trás das costas e apenas aproveitava o meu bebé, dando todo o estímulo, amor, dedicação.
Mas jamais irei esquecer o quanto a  ansiedade me feriu,  faz-me sofrer por antecipação.
Imaginam como foram terríveis para mim os primeiros meses de vida do JP, quando eu não sabia nada do que se iria passar, mas percebia que as coisas não estavam a ir conforme o expectável ? Quando soube da paralisia, fiquei na expectativa de aprender mais sobre ela e, principalmente, como curá-la.

Eu participei num grupo de pais GAE (grupo de apoio emocional) dos PAIS-EM-REDE. Foi uma experiência enriquecedora. Deu para abrir o coração com quem realmente entende o nosso discurso e não leva a mal, nem julga...são aquelas pessoas que estão no mesmo barco. 
Vi pessoas a passarem pelas mesmas fases que já passei. 
Vi pessoas que iam mais à frente no caminho. 
Vi pessoas com expetativas, outros que se defendiam não tendo expetativa alguma. 
E com todos aprendi. 

Agora estou numa fase de ter menos expetativas. Não deixamos de trabalhar, mas na verdade não tenho visto, nos últimos meses, significativas evoluções. Mas não temos feito tantos sacrifícios para ter mais algumas horas de terapia que não se traduzem em nada de especial.
O JP é um menino com 9 anos. Não acredito que vá conseguir evoluir, significativamente, em termos motores. Diria que fico contente se não perder capacidades.
Na escola, pelo contrário, tenho um menino que se realiza e esse será o seu caminho de realização. Chamam-lhe o craque dos computares e é. 
Até as suas próprias fichas sabe adaptar e nem todos os adultos sabem usar o "programador". 
E agora também precisa do seu tempo para fazer os TPCs e estudar como todos os outros. 

Às vezes a minha vontade de escrever no blogue não é tão grande. E, honestamente, porquê ? Medo de que ele venha a ler...medo de assustar os outros...vários motivos.

Admito que gostaria de contar uma história de enorme sucesso para os pais que acabaram de ter um bebé com diagnóstico de PC se inspirarem…
Tantos anos de luta e registos e, afinal, um pequeno objetivo, tão simples, de ter um menino que andasse não se concretizou até agora e não se prevê a sua concretização. 
Fico até com medo deste registo ser o contrário de inspirador. Mas outras histórias há, por aí na net, mais motivantes. Esta é a nossa. Só isso.
Por outro lado, ele conseguiu imenso, mesmo que para leigos seja difícil perceber.
Estaria muito pior senão tivesse trabalhado tanto e não teria com certeza tanto potencial cognitivo.

O meu desejo mais intimo sempre foi ter um menino feliz, consciente e como mãe saber potencializar todas as suas capacidades. 
E esse objetivo foi alcançado, mesmo que para isso use um computador e ande numa cadeira de rodas. Mas o JP é portador do sorriso mais cativante da margem sul.
Tenho orgulho do meu menino. 

No fundo, mesmo sendo controverso admitir, tenho orgulho nesta nossa história. É uma história de amor. That´s It !


terça-feira, março 04, 2014

Falar quando não é preciso

Este blogue começou há quase 8 anos. 
Nos primeiros tempos fiz amizades, por aqui, nos blogues que duram até hoje. 
Uma das pessoas que me seguia (e eu a ela) tinha uma vida absolutamente normal mas mostrava imensa sensibilidade. 
Mora longe, mas estamos sempre em contacto pelo Facebook. 
Nunca a conheci pessoalmente, mas sei que ela é boa pessoa e tem sempre uma palavra amiga para mim. Por isso, sempre me "colei" à sua energia positiva.

Quase 8 anos depois de ter tido o mais velho, avançou para uma segunda gravidez.
Não sei muitos pormenores a não ser que ela estava feliz e era uma menina. Não sei bem porquê, gostei imenso de saber da notícia pois quase já achava que o seu menino ia ser filho único e esta surpresa deixou-me feliz.
Infelizmente, já na data do termo, a menina faleceu julgo que na sua barriga. 
Não imagino a dor. É que não imagino MESMO.
Ela é tranquila. Mas feliz não está com certeza.
Acredito que neste momento procura imensas explicações, acredito que esteja revoltada. Acredito que sinta que houve uma tremenda injustiça, para com ela, e para com aquele bebezinho que tinha na sua barriga.


Hoje escreveu um post no facebook manifestando muita revolta com o que as pessoas diziam para a confortar, relatando,  para isso, casos muito piores...(imagino os relatos, como meninos com deficiências, etc) ….Como, se por acaso, ela ainda fosse uma sortuda. 
Tentam relativizar, contando casos bem piores.

De facto, nestes dias todos, pouco mais do que dizer-lhe para ter força terei conseguido.
Mas sei do que ela fala. 
Quantas pessoas não me falam e falaram de casos piores do que a deficiência do JP para me confortar, como se isso me confortasse ? 
Sim, claro que se o JP tivesse uma daquelas doenças galopantes eu estaria muito mais angustiada, mas naquela altura nada disso fazia sentido. 
Nem continua a fazer sentido, sentir-me melhor, com as dores dos outros.

Quantas me aconselharam a ter mais bebés para conhecer "as alegrias da maternidade" ? E o JP não mas deu???
Confesso que sinto sensações diferentes com o Rafa, na sua maioria muito boas.
Mas continuam todas cá...tanto as boas como as menos boas que tive com o JP. Pouco mudou.
Só acrescentou a "descentralização" do pensamento e essa sim,  é muito positiva.

Só quem passa por elas é que sabe, mas relato de desgraças não conforta absolutamente nada.
Sei que fazer-nos relativizar não é feito com maldade. A intenção é, principalmente, boa. 
Eu nem sou das que leva mesmo muito a mal porque também digo muita "porcaria" e entendo.
Às vezes a ansiedade de ajudar a animar é tão grande que só fazemos asneira.

Mas não cai bem. E aprendi também eu, que sabe tão bem apenas que nos ouçam e nos deem uma pequena palavra de esperança. Só isso. Nada mais.


Carnaval 2013 e 2014

O ano passado passeámos, mascarámo-nos e aproveitámos.

Este Fevereiro (e agora Março) não tem sido doce, com os meus meninos, e passámos o dia de Carnaval aqui em casa.
O meu Bombeiro está com febre e dormiu muito e o pequenote, felizmente, está melhor andou por aqui…
Há um ano atrás tive um Rei e um Gatinho de olhos azuis.
Este ano, um bombeiro doentinho e uma lagartinha muito comilona …
Que diferença faz um aninho !!!

quinta-feira, fevereiro 27, 2014

Coisas que nunca contei IV

Quanto mais normal é a nossa vida menos interessante é para contar...mas todos os dias há coisas...

O dia-a-dia, aqui em casa, gere-se assim mesmo. Ao dia !


O Rafael tem andado doente e esta semana o JP ficou sem transporte da câmara e dependente do ATL e de ajustar os meus horários. De manhã levo-o e, como  sempre, é uma aventura !!!

Esta manhã, um senhor aproveitou o lugar de estacionamento de Deficientes da escola ser largo, para encostar o carro dele ao meu, mesmo apertadinho, comigo ali , ainda a montar a cadeira. Não estava a acreditar que, mesmo mostrando que a cadeira do JP não passava, ele me mandava "dar a volta". Expliquei que o menino estava daquele lado e que se o lugar dos deficientes é largo é por algum motivo.
Pois não sei até que ponto percebeu ou não percebeu, ou fingiu não perceber (era chinês). Pega na cadeira e vai dar a volta, como se eu fosse a mal educada.

Receei que fosse amigo de clientes meus e inspirei e expirei 50 vezes para me acalmar....Haja muita paciência. Olha, afinal, não são só os Portugueses os mal-educados.

quarta-feira, fevereiro 26, 2014

Coisas que nunca contei III

Uma semana dedicada a olhar para o passado....e a contar coisas que nunca desabafei. 

O tema aqui anda sempre  à volta do mesmo: os meus filhos e a minha família. E se antes era muito obcecada e focada no JP e na sua recuperação, o passar do tempo, o nascimento do Rafael e a nova atividade profissional trouxeram-me um ponto de equilíbrio.
É verdade que me sinto muito melhor desde que encontrei a dedicação na dose certa.
A minha vida não são só os meus filhos. Eu preciso de ter desafios. 
Para minha própria sanidade mental.
Eu adoro-os, amo-os com toda a força das minha células, mas nunca daria uma boa mãe a tempo inteiro. 
Se dúvidas tive, já as tirei.

Tenho sorte de gostar tanto dos fins de semana  (em que, por acaso, trabalho bastante) como dos dias de semana. Também adoro estar com eles e ainda ontem lembrámo-nos, cá em casa, como foram boas as nossas férias, apesar de tão exigentes.  E como ansiamos pelas próximas.
Estes serão (não tenho muitas dúvidas) os melhores tempos das nossas vidas.
Ter um filho com deficiência não mudou este aspecto da vida. 
Temos muitos contratempos, temos uma vida muito preenchida, exigente e cansativa. 
Por vezes frustrante. E ainda temos aqueles dias em que a dor fala mais alto.

Mas aos poucos, é cada vez mais uma vida normal.

terça-feira, fevereiro 25, 2014

Coisas que nunca contei II

Estes últimos posts têm sido inspirados por situações dos últimos tempos. 
Escrevo-os durante o domingo e eles virão todos os dias pelas 10 h para quem me segue.
Por vezes, situações, com alguma intensidade, dão-me vontade de escrever e expressar desta forma.

Confesso que me sinto muito culpada por nunca ter dado ao Rafael nem um quarto do estímulo do que dei ao JP. 

Não é por mal nem falta de vontade. É por falta de tempo e porque o JP continua a exigir muito. 
Por vezes tenho de acompanhá-lo no estudo, fora as idas à fisioterapia e exercícios aqui em casa.
Com o JP brincava imenso, desde bebé que líamos, por horas, juntos. Fazíamos
exercícios e eu brincava, ao mesmo tempo. Contava histórias no carro. Comprei os DVDs da moda.
Íamos à piscina, 3 vezes por semana. Cantava-lhe o tempo todo enquanto descobríamos lugares interessantes.
Fomos a imensos teatros, espetáculos musicais, jardim zoológico, quintas pedagógicas e uma infinidade de atividades interessantes. Esteve num colégio 5 estrelas.

O Rafinha foi apenas a um pequeno espetáculo, e por vezes, lá encaixo um pouco de tempo para ler. Fiz uma tentativa frustrada de o levar à piscina, aos domingos de manhã. Para o sossegar, enquanto ajudo o JP com alguns TPC, deixo-o ver mais desenhos animados do que gostaria...e só no outro dia percebi que adora a Xana Toc Toc. E não temos nenhum DVD dela :)
Mas ele estimula-se imenso, graças a Deus. Canta sozinho, dança e pega nos livros e desfolha. Faz uma festa na banheira com os brinquedos do mano.
Vem perguntar o "o que é isto ?" com os livros na mão e lá vamos lendo, conversando e brincando, mais a pedido que outra coisa.
Vai mais vezes ao parque e aproveita mesmo a valer, sem dúvida. Os legos não têm segredo para ele e todas as explorações aqui em casa são feitas até à exaustão.

Enfim...a culpa está cá. Mas eu dou o melhor. 
Não posso dizer que a consciência não me pese...mas pelo menos sei que dou o meu melhor. 

segunda-feira, fevereiro 24, 2014

Coisas que nunca contei I

Quem me conhece sabe como eu gosto de olhar para a frente e ser positiva.

Nunca na gravidez do Rafael perdi tempo a pensar nos cenários menos positivos. Acho que, depois de ter nascido o Pedro, programei, na minha mente, que ter filhos tem sempre um grande risco e esses infortúnios podem vir em diferentes alturas da vida deles. Passei a viver com menos medo e a aceitar melhor o destino. Pelos menos em teoria.
O Rafael nasceu por cesariana numa quinta feira à noite, com excelente APGAR e no Sábado de manhã,  fui dar-lhe o primeiro banho ao berçário da Clínica de Santo António. Disseram-me que a pediatra iria fazer, nessa altura, um exame mais completo.
O meu coração gelou e toda a força foi sugada, assim de repente, das minhas pernas, do meu corpo, da minha mente. Não consegui dar o banho, tremi, pedi desculpa à enfermeira, estava nervosa e ansiosa e ela, assustada de me ver tão pálida, encaminhou-me para o quarto. Pelo caminho ainda tive de me sentar, pois estava quase a desmaiar de pânico.

Não dei aquele primeiro banho e as lágrimas escorriam pela minha face sem parar. Meia hora mais tarde vieram ao quarto dizer-me que o exame da pediatra tinha determinado que o Rafael estava óptimo. Perfeito. Eu também estava a recuperar lindamente e poderia ir para casa naquele mesmo dia. Acabei por decidir sair só no Domingo. Aquele episódio de medo e pânico arrasou comigo. Já me tinham descansado e as lágrimas continuavam a escorrer.
Foi um momento genuíno de fraqueza. Durou um par de horas.  Mas fui forte o tempo todo. 
No fundo tive direito a ele.


domingo, fevereiro 23, 2014

Obstáculos - Piscinas / Câmara Municipal do Seixal

Sempre estiveram e estarão presentes no dia a dia de uma mãe de uma criança especial.
Ora bem. Ir à piscina, com a escola, faz parte do programa dos terceiros e quartos anos.

Qual é a novidade ? Não têm, nas piscinas Municipais de Corroios, quem assista o JP e S. dentro de água.

Constatação: ninguém na turma tem ido, porque a professora disse que só vai com a turma toda. Mas a outra turma de 3º ano vai…

Resolução ? Mãe do JP expôs a situação na Câmara do Seixal, (sem resultados) e agora esperamos que uma carta dos outros 19 pais possa ter mais impacto.

Ah....sempre a lutar....nem podia deixar de ser.

2 anos do meu Olhinho Azul



Comemorámos em família os seus 2 anos neste mundo. 

É um menino muito especial e muito querido. Tem coisas únicas. Mas tem, igualmente, um feitio muito decidido e firme. São tantas as coisas especiais, e que acabarei por esquecer, que vou registar as suas particularidades mais marcantes.


Aos 8 meses disse pela primeira vez "tisto?" ( o que é isto?) e agora aos 2 ainda repete umas 50 vezes por dia. Sede de saber tudo. 
Desde bebé, quando lhe damos algo, apressa-se a dizer "Obiá" (obrigado). É algo que me parece "sui generis" porque é muito sistemático e dele.

Quando perguntamos como se chama o pai, diz "Pau", como se chama a mãe diz "Nina", o mano é "Mana" e apesar de saber dizer "RAFA" diz sempre que se chama "Bébé " e ri-se porque sabe que não é bebé que queremos ouvir. Já fala muito, faz frases grandes mas acho que aprendeu na Ucrânia :) e depois fica irritado por não percebermos.
Gosta de ser engraçadinho e fazer rir. Adora que brinquem com ele.
Abraça espontaneamente. E é muito voluntarioso. 
Adora ir buscar coisas que lhe pedimos, ajudar nas tarefas, arrumar (e desarrumar), quer sempre ajudar a montar a cadeira do mano…

Mas este doce não é um poço de virtudes, porque todos temos as nossas particularidades. 
E o Rafael não é nenhuma excepção.
É ciumento. Está sempre a testar-nos e a tentar perceber a sua importância na família. 
Pede muito colo, mas pede, principalmente, nas alturas em que não podemos mesmo dar (quando damos banho ao mano, vestimo-lo, etc). Agarra-se a nós, ao colo, e não quer sair. 
Temos de o retirar (e como custa fazer isso). E ele berra. Berra muito e é uma coisa que me faz sentir uma péssima mãe e me dói bastante cá dentro. 
O meu JP nunca conseguiu gastar tantos decibéis apesar de também ser de fazer algumas birras.
O Rafael amua com a pessoa que o magoou e não esquece de imediato.
Socialmente não é o sedutor que era o mano. É um bocadinho mais envergonhado. Mas depois de ganhar confiança, é o maior brincalhão e é delicioso ouvir aquelas gargalhadas fáceis.

É mais um boa boca. Gosta de sopa e adora peixinho. 
É um falso magro, porque é muito alto. Pesa  cerca de  12,5 kgs, mas mede 94 cm. Está bom e recomenda-se.

O JP continua apaixonadíssimo por ele e nós também. 

Imagens de ternura


quinta-feira, fevereiro 20, 2014

Regras para a felicidade....


Happiness is not something ready made. It comes from your own actions.
Dalai Lama


Já pensaram sobre isto ???

REGRAS PARA A FELICIDADE


1. Não guardes rancor: As pessoas felizes entendem que é melhor perdoar e esquecer 
do que deixar seus sentimentos negativos dominarem seus sentimentos positivos. 
Guardar ressentimento aumenta a ansiedade e o stress. 
Se esqueceres os rancores, vais poder apreciar as coisas boas da vida.
2. Trata todos com bondade: Sabias que ao realizares um acto altruísta, o teu cérebro 
produz serotonina, uma hormona que facilita a tensão e eleva o espírito? 
Tratar as pessoas com amor, dignidade e respeito, também permite que construas 
relacionamentos mais fortes.
3. Encara os problemas como desafios: A palavra “problema” não faz parte do 
vocabulário de uma pessoa feliz. Um problema é normalmente visto como uma 
desvantagem ou como uma situação instável, enquanto que um desafio é tido como algo 
positivo, como uma oportunidade,  uma tarefa. Sempre que enfrentares um obstáculo, 
tente olhar para ele como se de um desafio se tratasse.
4. Expressa gratidão pelo que já tens: Há um ditado popular que diz: 
As pessoas mais felizes não têm o melhor de tudo, elas fazem o melhor de tudo com 
o que têm”
Terás um sentido mais profundo de contentamento se contares as bênçãos em vez 
de ansiar para aquilo que não tens.
5. Sonha em grande: As pessoas que têm o hábito de sonhar em grande são mais 
propensas a realizar os seus objectivos do que aquelas que não o fazem. 
Se te atreveres a sonhar em grande, a tua mente vai assumir uma atitude mais 
focada e positiva.
6. Não se preocupe com as pequenas coisas: As pessoas felizes entendem que a vida 
é demasiado curta para despender energia com situações triviais ao invés de desfrutar 
das coisas mais importantes na vida.
7. Fala bem dos outros: Dizer coisas agradáveis sobre as outras pessoas encoraja-te 
a pensar positivo.
8. Não procures culpados: As pessoas felizes não culpam os outros pelos seus próprios 
fracassos na vida. 
Em vez disso, elas assumem os seus erros e, ao fazê-lo, proactivamente tentam mudar 
para melhor.
9. Vive o presente: As pessoas felizes não vivem no passado nem se preocupam 
com o futuro. Elas saboreiam o presente envolvendo-se em tudo o que fazem.
10. Acorda todos os dias à mesma hora: Acordar à mesma hora todas as manhãs 
estabiliza o teu metabolismo, aumenta a produtividade e coloca-te num estado calmo e 
centrado.
11. Não te compares aos outros: Se achas que és melhor do que outra pessoa 
ganhas um sentido saudável de superioridade, mas se considerares que alguém é melhor 
do que tu acabas por te sentir mal contigo mesmo. Serás mais feliz se te concentrares no 
teu próprio progresso.
12. Escolhe os teus amigos com sabedoria: A miséria adora companhia. 
É por isso que é importante cercares-te de pessoas optimistas que te vão incentivar a 
cumprir os teus objectivos.
13. Não procures a aprovação dos outros: As pessoas felizes não se importam com 
que os outros pensam delas. Elas seguem seus próprios corações, sem deixar os 
pessimistas desencorajá-los. 
Elas entendem que é impossível agradar a todos. 
Escuta o que as pessoas têm a dizer, mas nunca esperes pela aprovação de ninguém.
14. Aproveita o teu tempo para ouvir: Fala menos, escuta mais. 
Escutar mantém a mente aberta. 
Quanto mais intensamente ouvires, mais silenciosa a tua mente fica e mais conteúdo 
absorves.
15. Cultiva os relacionamentos sociais: Uma pessoa só é uma pessoa infeliz. 
As pessoas felizes entendem como é importante ter relações fortes e saudáveis. 
Procura sempre tempo para te encontrares e falar com a tua família e amigos.
16. Medita: Ficar em silêncio ajuda-te a encontrar a tua paz interior. 
Não precisas de ser um mestre zen para alcançar a meditação. 
As pessoas felizes sabem como silenciar as suas mentes em qualquer lugar e a qualquer 
hora.
17. Alimenta-te bem: Tudo o que comes afecta directamente a capacidade do teu corpo 
produzir energia, o que vai ditar o teu humor e concentração. 
Certifica-te que os alimentos que ingeres irão manter tua mente e teu corpo em boa forma.
18. Faz exercício físico: Estudos têm demonstrado que o exercício aumenta os níveis de 
felicidade. 
Aumenta também a tua auto-estima e dá-te uma maior sensação de auto-realização.
19. Vive com o que é realmente importante: As pessoas felizes mantêm poucas 
coisas ao seu redor porque elas sabem que coisas supérfluas os deixam sobrecarregados 
e stressados.
20. Diz sempre a verdade: Mentir corrói a tua auto-estima e torna-te antipático. 
Ser honesto melhora a tua saúde mental e faz com que os outros tenham mais confiança 
em ti. 
Sê sempre verdadeiro e nunca peças desculpa por isso.
21. Controla a tua vida: As pessoas felizes têm a capacidade de escolher os seus 
próprios destinos. Elas não deixam que os outros digam como devem viver as suas vidas. 
Deter o controlo completo de tua própria vida confere-te sentimentos positivos e de 
auto-estima.
22. Aceita o que não pode ser alterado: Depois de aceitares o facto de que a vida não
é justa, vais ficar em paz contigo próprio. 
Em vez de viveres obcecado com o facto da vida ser injusta, concentra-te apenas no que 
podes controlar e mudar para melhor.



Adorei e concordo !!!

domingo, janeiro 26, 2014

O meu Pré-adolescente

É assim que está o meu JP.
No 1º ano conheceu a S. que também usa uma cadeira de rodas.
Não demorou umas semanas para que dissessem ambos que namoravam um com o outro.
Estão todo o dia na escola, depois vão os dois para o ATL e à noite ainda quer jantar à pressa para poder ir falar com ela um pouco no Skype.

Mensagens de namorados mesmo.
Falam do futuro e de "casar".
Às vezes sei que ela o "pica", um pouquinho, mas é ela que lhe dá motivação.

Estão agora no 3º ano e continuam muito amigos. Ele sonha poder fazer a escola, sonha poder ganhar dinheiro e sustentá-la.
Eu sinceramente acho que a vida não nos dá limites. Nós é que nos limitamos. Nada digo, nada sei. Sonhem e sejam eles próprios.

Até já os TPCs faz na escola, de tão aplicado que está.

Um dia vi o filme "o meu pé esquerdo", filme baseado numa história verídica e tirei uma conclusão muito minha: O futuro é o que cada um quiser fazer com ele.
Quem pode dizer qual será o futuro de cada um ?

Diploma das tabuadas

Ena, a sua excelente memória e obsessão para as matrículas, teria de ter alguma utilidade: memorizou muito bem todas as tabuadas !
Ganhou um prémio na turminha. Estamos orgulhosos JP. Queremos mais :)

A única advertência foi para ler mais.
Como ele não manipula e o nosso stock de histórias digitalizadas está em baixo, tentamos ler com o mano, mas é sempre uma grande aventura. Saudades das nossas leituras a dois :)

Espaço de reflexão

Sempre adorei vir aqui falar um pouco da nossa vida diferente, mas tão igual. 
Sinto que a nossa experiência foi e é importante para algumas pessoas.

Os meus posts não são muito cuidados. Escrevo em 5 minutos pois tudo está na minha cabeça e, rapidamente, coloco cá para fora. E é um registo que não me arrependo de fazer e, por vezes, gosto de vir cá relembrar.

Deixei de escrever porque, com a aquisição da leitura fluente por parte do JP e algum interesse dele por youtube, blogues e afins, comecei a pensar se ele,

algum dia, se magoaria com o que aqui lesse.
Mas já me arrependi. Tanto que deixei de registar. Tantas coisas boas.

Um dia, o JP,  pediu-me para começar um Blogue dele (e eu acho boa ideia porque será mais uma forma  dele comunicar e de lhe dar voz) mas pus-me logo a pensar que chegaria, rapidamente, a este e inibi-me. 

Mas não se pode mentir. Quanto mais drama fazemos, quanto mais escondemos, mais nos prejudicamos e afastamos até aos nossos filhos.
Quero que ele seja sempre sincero comigo. 
Terei de dar o exemplo e nunca esconder-me. Coração aberto.


O JP, na margem sul, é reconhecido na rua e se vai a uma feira. Conhecem-no e ao blogue e até um pouco da nossa vida. Incomoda-me ? 
Não. 
Sinto-me bem. Está-se bem…


domingo, dezembro 15, 2013

9 anos ....e tanto para dizer.

Continuo a ter tantas e tantas coisas para contar e registar. Mas o tempo vai passando e não o vou fazendo, com muita pena minha.

O João Pedro lá continua, contente, na escola e na sua rotina.

No domingo, 1 de dezembro, teve uma festinha dos seus 9 anos, aqui em casa, só com a namorada (e a sogrinha), a melhor amiga, os nossos vizinhos, o mano , a madrinha , os avós e a Sandra- a sua ex-auxiliar do coração e achei que delirou. Esteve, tremendamente, feliz. Fiquei muito feliz por ele também.

O meu João Pedro ocupa um lugar no meu coração que é muito especial e dificilmente poderia ser preenchido de outra forma. Vê-lo assim feliz, faz-me sentir realizada.

O seu maninho, está uma gracinha, como todos os meninos com 22 meses. Não é o anjinho que eu supunha. Trata muito bem o JP, adora abraçá-lo, dar-lhe beijinhos e brincar com ele, mas percebemos já que luta por atenção nos momentos "completamente proibidos", como sejam a hora do banho do JP e outras em que não posso mesmo deixar de fazer o que estou a fazer, para lhe dar colo. 
De alguma forma quer que lhe mostre que ele tem muita importância mesmo quando o mano está por perto. E tem. 
E tem muito mimo e amor. 
Mas, à sua maneira, tem de ir percebendo os condicionalismos da nossa vida muito própria.

Tenho alturas que sinto que gerir estes momentos deixa-me de cabelos em pé e quase fora de mim. E por isso, apesar de amar, perdidamente, os meus filhotes, nunca poderia ser uma boa full-time Mum. Não fui feita para isto. 

O Rafael está sempre a querer fazer rir os outros. É cómico que se farta. Mas tem de ser sentir à vontade.
Faz carinha de envergonhado quando alguém, que não conhece, se mete com ele.
Não é o sorriso fácil que era o JP.

No campo profissional, posso dizer que virei algumas páginas. 
O que importa é adaptar-me, gostar do que faço e de fazê-lo bem.  E tenho a sorte de gostar do que estou a fazer. 
Por vezes, aquilo que nos pode parecer um trabalho "mais ligeiro", com menos "responsabilidade", surpreende-nos e mostra-nos que, quem leva as coisas a sério, sempre tem os seus stresses e as suas altas fasquias. 
 Resumidamente é assim que andamos por aqui :)


Ah, e não podia deixar de esquecer: Juntem tampas e entreguem-nas no Centro Comercial da Amora (na Amora)…o JP matava-me se não dissesse isto !!! Já juntámos 6 toneladas mas ainda faltam umas 30 toneladas. Ele quer a sua cadeira eléctrica rapidamente.



O JP agradece