A 12 dias do referendo sobre a despenalização do aborto em Portugal, surgem centenas de movimentos, uns pelo sim, outros pelo não.E vocês, que acham ? Apreciarei opiniões muito francas.
Dia a dia das lutas e vitórias uma mãe de um menino já com 17 anos com paralisia cerebral, de um menino de 10 anos, consultora imobiliária, engenheira e acima de tudo Mulher em evolução...todos os dias
A 12 dias do referendo sobre a despenalização do aborto em Portugal, surgem centenas de movimentos, uns pelo sim, outros pelo não.
cerebral que controla o movimento do corpo ou seja a parte motora envia mensagens confusas e não controla normalmente os seus gestos, tónus e ações. Mas é lindo de se ver, no dia a dia, o seu lutar contra as limitações motoras existentes e cada vez mais adquire as pequenas coisinhas normais em bebés: pegar em argolas e empilhá-las. É incrível o quanto ele vibra com algo tão simples....e é impressionante o que eles nos contagia ! Eu admiro-o do fundo do coração ! Sinto-me pequenina e com uma vida simples e banal perante tanta vontade e tanta persistência. E ele é a alegria da nossa casa. Enche-a de gargalhadas e boa disposição…
Noutro dia, em conversa de café com uma ex-colega de escola, que com o seu lindo segundo filho está também a passar tempos de incerteza, de medo e de coragem, falávamos do que desejávamos para os nossos filhos…
A mania de organizar e agendar toda a minha vida é difícil de combater. Antes achava que não era defeito...era feitio. Gosto de sonhar, preparar...e concretizar. E continuo a recorrer a esse método fundamental na minha vida profissional. Nessa, o planeamento e o atingir rapidamente as metas são essenciais.
Comecei por fazer o mesmo com a família , casar...esperar 5 anos para ter um filho, enquanto viajava e divertia-me…, passados 3 anos ter outro...depois imaginar dentro dos gostos deles, prepará-los para um futuro confortável, etc...etc...
Depois nasceu o JP..."aterrei na Holanda e não na Itália "e com a minha vida virada do avesso comecei a impor algumas metas...sentar-se com 7 meses, andar lá para os 18...falar aos 2 anos ,etc, mas está claro que não depende só de mim...não posso planear ! Posso ter horizontes e trabalhar para eles....mas não os devo perseguir com ansiedade, até porque ele é uma esponja. Hoje basta olhar para ele...para me aperceber, que sem perder de vista alguns objetivos, o importante é "curtir" cada dia. Ser feliz ! Tudo o resto virá com certeza. Quero que a infância dele seja tão perfeita quanto for possível. Este é o meu grande objetivo!!!
Um passeio na baixa de Lisboa no Sábado de manhã. Sentado no carrinho e aproveitando para treinar o seu equilibrio, o JP é uma excelente companhia nos meus afazeres, e eu depois retribuo sendo boa companhia para ele também, vendo os patinhos no lago ou espreitando umas corridinhas de Karts que fazem as suas delicias...
Inspirada numa menina muito doce e porque valorizo mais o que o meu pequenino faz, do que o que não faz, aqui vai (algumas já faz há largos meses )
Janeiro... ressaca das festas... falta demasiado tempo para as férias! Por isso, antes, tirava algumas férias por volta do Carnaval e ia passear para longe... agora, não dá. Então, resta-me sonhar, hoje não me apetece viver o presente, apetece-me sonhar que já é verão, que já estamos quase de férias, que o meu menino faz algumas coisitas mais...
Ano novo, vida igual... com ligeiras alterações...Este não foi mais um Natal, foi um daqueles Natais que quero guardar na minha memória com todo o carinho...
No sábado tivemos a primeira ida do JP ao circo e ele aguentou-se sem dormir a sesta e tomou atenção a tudo.
prenda de eleição do meu JP. Começou logo a dar beijinhos ao Noddy gigante. Bem, agora, pelo menos, já não vai apoderar-se dos Noddy alheios, lá da escolinha, para dormir a sestinha com ele.
Esta frase foi a prenda que recebi hoje da fisioterapeuta. Ela sem saber ofereceu-me uma prenda tão boa, ainda para mais numa altura em que os meus sentimentos são um pouco de culpa... Devia ter largado tudo e ter vivido em função da recuperação mais rápida do meu menino? Irei arrepender-me de não o ter feito? Mas como pagaria as continhas?
Fui visitar o meu menino nas suas aulinhas de Comunicação Aumentativa na APPC e apanhei-o em flagrante, feliz e contente a brincar com o computador. Como terá férias da APPC até 4 de janeiro, trouxe o material para 'treinar' com ele em casa. E que divertido que vai ser! Com o computador, ele monta sozinho puzzles, faz correspondências, diverte-se com os jogos. E que espertalhão está! A tecnologia desenvolve-o muito cognitivamente, pois não precisa da minha ajuda para poder brincar...
Muito antes de pensar mandar vir a cegonha, tinha uma ideia de um filho imaginado: uma menina: fantástica, obediente, meiga, bem-comportada, excelente aluna e pouco chorona...
Tantas são as ocasiões e as coisas que encaramos como banais e certas no nosso previsível dia a dia, mas, hoje, na festa da escolinha, fiz como se fosse uma criança de dois aninhos a tentar desvendar as tradições, as cantigas, os gorros, o Pai Natal, as prendas, a festa... E sem nada saber, adorei. E foi assim mesmo que esteve o JP: a sorrir, a bater muitas palminhas, a vibrar com tudo. Se olharmos para a vida por esta perspetiva, nunca nos deixaremos de espantar e encantar.
Chegou aquela época do ano que tanto me encantava em criança. E voltei a gostar por causa do JP. Só neste fim de semana comecei com os preparativos em força. Não quis misturar os anos do meu amor pequenino com o Natal. E pretendo que assim seja todos os anos.
O fim de semana comprido começou de forma deliciosa. Tínhamos prometido juntar a equipa novamente e o prometido é devido. Tivemos uma aula experimental nas instalações da hidroterapia e piscina de bebés do Solinca do Colombo. A água estava deliciosa, sempre a 35º, todas as condições para bebés e o principal: a nossa Ritinha. O JP estava cheio de saudades. Voltou como que por magia a fazer todas as coisas radicais e mais ainda...
A comunicação não se faz no nada. Ver, ouvir e sentir são as chaves. Por isso, e porque este espaço é de partilha, não apenas de alguns, exponho publicamente o movimento de Petição pela Acessibilidade Eletrónica Portuguesa. Para que todos possamos escrever e ler nos nossos blogues, como noutras situações de acesso à informação, independentemente das nossas características físicas. A menina que via com as mãos
Helen Keller não completara ainda dois anos de idade quando foi atingida por uma doença que a deixou cega e surda para toda a vida. Durante alguns anos, ela foi, segundo as suas próprias palavras, "selvagem e indisciplinada", exprimindo-se com violência. Mas aos 6 anos surgiu na sua vida a professora Ann Sullivan. Utilizando o sentido do tato como elo de ligação entre os mundos de ambas e escrevendo as palavras na mão da pupila, a nova professora tentou insistentemente dar a entender a Helen a relação entre as palavras e aquilo que elas significam. O ponto de viragem deu-se com a palavra "água": enquanto a água de uma bica jorrava sobre uma das mãos da sua aluna, Ann Sullivan escrevia "água" na outra. "Mantive-me quieta, toda a minha atenção concentrada sobre o movimento dos seus dedos", recorda Helen. "Subitamente, senti a emoção de uma ideia que se repetia - e assim me foi revelado o mistério da linguagem." Desde esse dia, Helen "viu" o mundo de outra maneira. o sentido do tato tornou-se para ela uma espécie de visão: "Às vezes, é como se a própria essência da minha carne fosse uma miríade de olhos a ver... Não posso dizer se vemos melhor com as mãos ou os olhos: sei apenas que o mundo que vejo com as minhas mãos é vivo, colorido gratificante." Helen descobriu maneiras engenhosas de sentir as imagens e os sons: "por vezes, se tiver sorte, coloco suavemente a mão numa pequena árvore e sinto o feliz estremecer de um passarinho que canta." E por meio do tato, ela conseguia "detetar o riso, a tristeza e muitas outras emoções obvias. Conheço as minhas amigas só por tocar-lhes as faces". Helen Keller, sentia que o silêncio e a escuridão em que vivia lhe tinham aberto a porta para um mundo de sensações de que as pessoas mais "afortunadas" nunca se apercebem: "com os meus três guias fiéis, o tato, o olfato e o paladar, faço muitas excursões ás zonas limites da cidade da luz."
QUERO IR, QUERO IR!
Sexta-feira, 1 de dezembro, feriado e dia de anos do JP. Acordo com o som familiar do palrar do meu pequenino e pulo da cama cheia de energia para receber ao almoço, família e amigos que se juntam a nós neste dia tão especial. E foi como imaginado. Pai, irmãos e sobrinhos, sogra, cunhada, Aninhas e Martim e as primas que cuidaram do meu lindo até aos 9 mesinhos, altura em que foi para a escolinha. O JP esteve rodeado das pessoas que o amam de verdade e para nós foi um dia para recordar com muito carinho. A vovó dormiu cá em casa nessa noite e na manhã seguinte fomos sem o JP a um casamento muito molhado e, acredito, abençoado, também. Mais comidinhas boas, mais docinhos (ups, espero que não mais kg), mais convívio e as inevitáveis saudades do meu bebé…
Foi há dois anos que chegaste para conhecer este mundo. Estavas zangado e só te acalmavas no meu colo. Precisavas de mim, eu não sabia ainda qual a minha capacidade para tomar conta de ti, porque me parecias tão exigente, mas sabia que tentaria dar o meu melhor.
Nem acredito que há dois anos estava a entrar no hospital para ir ter o meu grilinho... O maroto fez-se difícil para nascer e acabou por vir ao mundo no dia 1 de dezembro, às 00.45 h.
Este foi um fim de semana cheio de tarefas, mas a maioria ficou por cumprir. Algumas deixei, propositadamente, para trás para brincar e desfrutar do JP, que está, deliciosamente, brincalhão e divertido. As gargalhadas dele, quase sempre contagiam-nos e ele sabendo disso, faz gracinhas, ri-se e fica a ver a nossa reação. Passámos muito tempo juntos e os preparativos da festinha dos dois anos, na próxima sexta-feira, ficaram para trás. Mas valeu a pena, pois passámos os três bons bocados a rir… 
Na nossa vida, todos temos problemas. Eu costumo dizer: "hoje desfruto melhor da essência da vida e tento não ver os problemas onde eles não existem." Isto fará algumas pessoas pensar que os seus problemas são de menor importância, mas claro que não! Eu própria estou hoje um pouco murchinha porque o meu menino tem dois molarezinhos a nascer e anda pouco ativo, um pouco chochinho. Mesmo sabendo que são coisas biológicas e naturais, deixa-me triste pensar que o meu menino não está tão feliz, como de costume. E, para ser sincera, mesmo, parte-me o coração, mas não é, efetivamente, um problema grave. Mas tem muita importância para mim, como os de outras pessoas têm também importância para elas…
Mas para alegrar um pouco mais o meu dia, fiquei a saber que aquela amiga, com quem estive no sábado passado, criou um blog. É o Rodrigo quem relata os acontecimentos. Mais uma mamã especial na blogosfera, cheia de força e com vontade de partilhar a sua história, que recuso-me a ver como triste, mas pelo contrário, olho-a com admiração e muita esperança. Bem-vinda, Patrícia, bem-vindo, Rodrigo. O blog tem um nome lindo: UMA HISTÓRIA DE AMOR. Vou acompanhar-vos!
Nunca me tinha acontecido fazer uma amizade por mail até ao dia que me deram o dela. Nesta altura nem sabia que ela tinha um blog e fazia bolinhos maravilhosos. Só pensava que me iria dar informações sobre uns tratamentos para o JP nos EUA, mas dos tratamentos ela sabia o mesmo que eu, porém, descobrimos que morávamos pertinho uma da outra e combinámos um cafezinho. Na altura ela divulgava o blog da Maria e eu não resisti em escrever um mail e encomendar umas pecitas Fomos lanchar as três. Em comum três mães a quem a vida pregou uma partida e que já se conheciam de alguma conversa no Skype. Deprimente? Nem um pouco, antes divertido.
Lutar e manter a boa disposição era um denominador comum. Hoje, o Tiago faz 3 anos. Parabéns para ele. Parabéns à Maria que é uma das melhores pessoas que conheci até hoje.
Gostámos muito do nosso fim de semana. No domingo não deu para visitar o Oceanário, mas houve convívio com meninas e meninos bem-dispostos, que espero poder vir a repetir, de tão bom que foi, soube a pouco.